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POEMAS E AQUARELAS / Rosilene Valério

Aquarelar e poetar são atos irmãos: ambos pedem que a gente aceite o que a água (do pincel ou da palavra) fará com a cor que depositamos no mundo. E, ao final, o que fica não é apenas um quadro ou um verso, mas a lembrança de um instante em que estivemos vivos, unidos, derramando ilusão e paixão sobre uma superfície, e nós ficamos assim, também manchados de sonho.

Érico Alves de Oliveira, arte-educador e artista visual.


Que estas páginas encontrem morada em seu coração! E que, ao final da leitura, você descubra que a verdadeira poesia não está apenas nas palavras, mas naquilo que elas despertam: a coragem de olhar para dentro de si, reconhecer-se nas experiências mais simples e perceber que os grandes mistérios da vida costumam habitar nos gestos mais cotidianos.

Rosimeire Alves, professora do Ensino Fundamental I aposentada.


Aquarelas e Poemas foi inspirado num curso sobre a técnica de pintura de aquarela com Érico Alves de Oliveira, em meados da década de 1990. As aulas foram dadas ao ar livre, precisamente numa área coberta no Parque Municipal Chico Mendes, em São Miguel. Fiquei encantada com a fluidez da tinta se misturando com a água e se espalhando pelo papel Canson. Do espaço de onde participávamos da oficina, podíamos observar o movimento de famílias, jovens e crianças a usufruírem daquele pequeno espaço verde, bem no centro do bairro, entre aulas de história da arte e aquarela. Cheguei em casa e dei vazão às minhas emoções e observações do exercício de pintar. Era o prazer e o desafio de ver a transparência, as marcas que a aquarela vai deixando no papel, abrindo caminhos, revelando camadas e construindo imagens. A aquarela para mim era mágica e inspiradora, pois uma pincelada aguada, embora intencional, não guardava a forma, e eu, aprendiz que era e sou, não controlava o traço. O efeito era surpreendente! Ao mesmo tempo, havia tensão, um paradoxo com a  leveza posterior usufruída. A vida possui a paleta de cores que o olhar de cada um tem para pintar o próprio quadro, que se desenrola sem pedir licença ao pincel do pintor, assim como a caneta não pede licença ao autor e o poema invade a alma e desenha uma nova realidade.

Rosilene Valerio


Serviço:


Poemas e Aquarelas

Rosilene Valerio

Scortecci Editora 

Poesia

ISBN 978-85-366-7473-5

Formato 12 x 18 cm

36 páginas

1ª edição - 2026