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CAMINHOS POR ONDE ANDEI / Benedita Lima Cristófoli

Caminhos por onde andei, de autoria de Benedita Lima Cristófoli, é um passeio que se inicia pelas doces lembranças de uma infância feliz vivida no campo. A lida diária, o cheiro da comida saída do fogão a lenha, as aventuras com os irmãos e amigos, as risadas e brincadeiras, e até as frustrações, entrelaçam-se à inocência da infância, na simplicidade da vida rural, criando memórias indeléveis. A menina que alimentava passarinhos, nadava no rio e contemplava a natureza tornou-se escritora. E desta vez divide com o leitor mudanças que a vida lhe apresentou desde a transição do campo para a cidade natal, outros estados, outros países: os primeiros namoros, as amizades, os afetos que marcaram experiências repletas de descobertas, desafios e conquistas, tudo oferecido num estilo literário singular — simples e arrebatador. O tom elegante, a sensibilidade, as percepções, fazem a beleza das descrições que compõem estas lembranças acalentadas: Benedita nos traz seus sonhos, afetos, o amor às suas raízes, sua força de mulher em todos os sentidos, seu poder de superação. Assim, a cada linha, revela-se, além da essência poética de sua alma, a resiliência que sempre a impulsionou. Ao sabor destas memórias, um sentimento se desenha: cada um carrega em si um universo de experiências que se encerra na própria história. E é isso que Benedita nos dá de presente neste livro — a celebração da coragem de viver e ser feliz.

Marina Alves - (Do prefácio)


O que a memória ama, fica eterno.

(Adélia Prado)


Benedita Lima Cristófoli é mineira, nascida na cidade de Luz, tendo escolhido o estado do Paraná para residir. É mãe de quatro filhos, avó de vários netos e bisnetos. Sempre primou por uma vida compartilhada com a família e amigos. Benedita sempre sonhou longe, gosta de viajar e estar perto de quem realmente importa. É escritora e, em sua trajetória literária, conseguiu transcrever boa parte de sua história e de vários de seus sonhos em sua obra, composta por cinco romances, seis livros infantis, além de relatos também em diversos contos. Entre um livro e outro, cursou a faculdade de Pedagogia, desenvolveu projetos para a educação de adultos, para os quais lecionou. Fez formação em Hatha Yoga. E, paralelamente às suas muitas atividades, realizou várias viagens por todo o Brasil e diversos lugares no mundo. Em 2023, Benedita representou muito bem o Brasil ao expor seus livros na Central Library of Manchester, na sessão especial dedicada à língua portuguesa. Em 2024, participou da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Benedita é presença constante na Academia Mourãoense de Letras, e sua jornada literária continua a florescer. Atualmente conta com mais dois livros em fase final para lançamento em 2026.


Serviço:


Caminhos Por Onde Andei

Benedita Lima Cristófoli

Scortecci Editora

Biografia

ISBN 978-85-366-7321-9

Formato 16 x 23 cm 

140 páginas 

1ª edição - 2026

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A SACRALIDADE DA VIDA / Pe. José Marques Dias Cssr.

Pe. José Marques Dias nasceu em Viseu, Portugal. É Padre há cinquenta e quatro anos e bacharel em Catequese. Foi missionário dentro e fora do Brasil por vinte e cinco anos. É escritor com diversos livros e há vários anos confessor no Santuário Nacional.


HISTÓRIA DE VIDA - Nasci em 13 de janeiro de 1945, em Viseu, Portugal, filho de Concínio Marques Dias, barbeiro, e Irene Dias Martins, dona de casa. Éramos quatro irmãos. Conheci os redentoristas em 1955, quando aconteceram missões na minha aldeia. Eu era coroinha e, incentivado por um missionário, entrei no seminário em Vila Nova de Gaia, com 10 anos. Durante minha formação, minha família mudou-se para o Brasil, mas permaneci em Portugal decidido a ser padre. Fiz noviciado na Espanha (1962–1963), onde também estudei filosofia e teologia. Em 1968 vim para São Paulo (SP) e fui ordenado sacerdote em 1971, na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Atuei nas paróquias de Garça (SP) e Sacramento (MG), onde fui pároco e aprendi muito com o povo. Em 1978 fiz curso de Catequese no CELAM, em Medellín, Colômbia. De 1982 a 1985 trabalhei na Basílica de Aparecida, participando da transição da Basílica Velha para a Nova. A partir de 1985 integrei a equipe de missões, com base em Tietê (SP), passando também por São João da Boa Vista (SP), Araraquara (SP) e outras regiões. Entre elas, destaco a missão em Luanda (Angola), em 2003, e missões desafiadoras em Atibaia (SP), Osasco (SP) e Belém (PA). Em 2009 iniciei o trabalho Missões com Leigos na paróquia de Tietê, expandindo-o depois para outras comunidades, com grande participação dos leigos. Entre 2011 e 2015 atuei em Aparecida (SP). A partir de 2015 passei a integrar a comunidade de Potim (SP), auxiliando nas confissões do Santuário Nacional. Ao longo dos anos enfrentei problemas de saúde, com cirurgias nos dois fêmures (2017, 2018 e 2024), passando a usar muleta. Atualmente continuo atendendo confissões aos finais de semana e colaborando com a missão. Minha missão também é escrever. Já publiquei nove livros voltados à vida cristã e pastoral, como Senhor, aumenta a minha fé e Pandemia e fé. Sigo produzindo obras de teologia e catequese, contribuindo com a evangelização. Completei cinquenta anos de sacerdócio em 2021 e, se Deus permitir, celebrarei cinquenta e cinco anos em 2026. Foram décadas de missão, enfrentando desafios, mas sempre com fé, união e coragem. Sigo agradecido a Deus, servindo com alegria e dedicação, ajudando as comunidades a viverem e crescerem na fé.

Pe. José Marques Dias - Missionário redentorista


Serviço:


A Sacralidade da Vida

Razões Para Viver: Saúde Sempre

Pe. José Marques Dias Cssr.

Scortecci Editora

Religião

ISBN 978-85-366-7374-5

Formato 14 x 21 cm 

88 páginas 

1ª edição - 2026

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EU, ROSA, NADA COR-DE-ROSA / Pablo Lozano

Este livro é um convite: escutar o que o tempo quase apagou. Inspirado nas histórias que ouvi de minha avó, este relato mistura memória, imaginação e emoção em uma escrita que pulsa entre o real e o inventado. Histórias dela atravessam estas páginas, entre o que foi vivido e o que se reinventou. Se você já sentiu que uma história pode mudar algo dentro de você, este livro é para ser lido devagar e lembrado por muito tempo. Porque algumas histórias não terminam. Elas se transformam. E você, também guarda histórias que nunca te abandonaram?


Minha avó dizia… Entre conselhos e crenças, elas seguem vivas:

Nós não viemos a este mundo para fazer piquenique.

Você precisa ir para São Paulo tomar um banho de civilização.

O sapato faz toda a roupa. A roupa não faz o sapato.

Quem não é visto não é lembrado.

Você pode estar destroçada por dentro, mas nunca demonstre. Apenas sorria.

Sou do tempo em que as pessoas dançavam com os pés. Hoje dançam com 

as mãos.

Você conhece Evita Perón, Carmen Miranda, Grace Kelly? Não? Então venha cá que eu vou te contar quem foram essas mulheres.


Pablo Lozano é artista visual, designer e joalheiro. Sua prática atravessa a arte, explorando afeto, memória e transformação. Desde pequeno, escuta histórias e conselhos de sua avó. Eu, Rosa, nada cor-de-rosa, seu livro de estreia, nasce dessa escuta e da vontade de não deixá-los desaparecer. Escrever tornou-se uma forma de permanência e homenagem. Graduado em Publicidade e Propaganda (FMU), com pós-graduação em Arte e Tecnologia (Belas Artes), cursa atualmente pós-graduação em Artes Visuais (ECA-USP). Vive e trabalha em São Paulo.


Serviço:


Eu, Rosa, Nada Cor-de-Rosa

Pablo Lozano

Scortecci Editora 

Romance

ISBN 978-85-366-7383-7

Formato: 14 x 21 cm

276 páginas

1ª edição - 2026

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LAMPIÃO / Gouveia de Hélias

 

Minha Pedra Cristalina que no mar fostes achada entre o santo Calis’bento e a hóstia consagrada...” A Oração da Pedra Cristalina era rezada diariamente por Lampião, que também não se separava de seus livros católicos: As Horas Marianas e o Ofício das Almas...


Sempre considerei a riqueza da nossa História do Brasil não só no âmbito dos fatos como dos homens que a escreveram. Lampião e o cangaceirismo impressionam. O autor traz a visão poética da trajetória deste movimento social. Resgata os versos ingênuos da cultura rural do sertanejo nordestino pautados no lirismo e resistência à vida miserável e sem lei num dos momentos marcantes e terríveis do sertão nordestino. Os encantos e a simplicidade da nossa língua portuguesa afloram nas conversas, modinhas e versos com ares de feitiçaria. Valentia e crueldade, fascínio e ódio seguem esses homens endurecidos pela história de vida e dores da alma. Lampião, Volta Seca, Pai-Velho, Quinta-Feira, Meia-Noite, Maria Bonita e demais cangaceiros são nomes fortes que deixaram registradas suas lutas. Gouveia de Hélias nos proporciona ótima leitura e revela sua paixão e dedicação ao sofrido sertanejo nordestino, como em todos os seus escritos. Desperta reflexão e curiosidade na formação do cangaço, na romantização da valentia, lealdade e crueldade. A força do cangaço e de Virgulino Ferreira da Silva repercutem na arte e cultura de nosso povo até hoje.

Sueli Carlos - Escritora, poeta e coordenadora do Mutirão Cultural da União Brasileira de Escritores


Formado em Filosofia e História Antiga, Gouveia de Hélias é autor dos livros Dias sem Compaixão, Os Sons do Adeus, Veredas do Morená e Lampião: Meu Rifle Atira Cantando. É filiado à União Brasileira de Escritores e, hoje, auxilia no curso Técnicas de Oratória Dr. João Meireles Câmara.


Serviço:


Lampião

"Meu Rifle Atira Cantando...": A Romantização da Valentia

Gouveia de Hélias

Scortecci Editora

Biografia

ISBN 978-85-366-7376-9

Formato 16 x 23 cm 

288 páginas

1ª edição - 2026

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OS VENTOS DO SUL / Eulália M. Radtke

Dominando a palavra rigor, Eulália submete o fluxo multiforme das emoções e sensações à difícil síntese verbal que expresse apenas o essencial, o cerne da experiência interior, o mais fundo da consciência de ser. É da palavra do poeta (dos criadores e os pensadores em geral) que depende novo conhecimento de mundo, a nova ordem que está forjando, neste limiar do novo milênio. Metaforicamente, a poesia de Eulália expressa de mil maneiras esse saber profundo. Poesia em funda comunhão com a terra, com a herança arcaica, poesia que se sabe elo de uma invisível corrente cósmica, a de Eulália M. Radtke se integra, essencialmente, na multiforme seara poética brasileira pós-1960.

Nelly Novaes Coelho - Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras (1711–2001)


E agora, um agradecimento pelos versos econômicos e precisos do seu livro Espiral, nos quais você soube encontrar muita poesia. Não é comum, entre nós, dizer tanto de maneira tão sucinta e envolvente. Obrigado por esse “Telegrama dos olhos”, que é também do espírito e do coração.

Carlos Drummond de Andrade - Rio de Janeiro, 19 de julho de 1980


Lendo seu Lavra Lírica, constato como a poesia é viver vida mágica, brotando em toda parte e, no seu caso, saindo da Terra do Vale, incorporando infância, história pessoal e comunitária.

Affonso Romano de Sant’Anna - Rio de Janeiro, outubro de 2003


Reescrever o universo do poeta como um código de solidão: eis um possível núcleo deste longo poema de Eulália M. Radtke, denominado O Sermão das Sete Palavras. Sua poesia capta, liga, na curva inquieta e possível, deste mundo, os impulsos de uma linguagem densa, sofrida, inquietante. As palavras passam a carregar-se de afetuosa consciência de participação, sem perder-se no óbvio nem na retórica.

Lindolf Bell - O Sermão das Sete Palavras


Eulália M. Radtke deixa transparecer vários momentos diferentes de criação, que aparecem também em outros estilos: aqui lembra João Cabral de Melo Neto, enxuto, quase seco. Mais adiante faz lembrar Elegias de Duíno, de Rainer Maria Rilke.

Carlos de Freitas - Lavra Lírica


Sua poesia nos faz cantar, dançar, voar pelos ares do imaginário. Nela sentimos a realidade preciosa e grávida de significação. Eulália pastoreia nossos sentimentos, remove os entulhos de nossa fonte profunda, e nos faz despertar para o lado afetivo da existência, mostrando que todo ser humano é, fundamentalmente, um poeta. Sua poesia faz da vida um exercício da verdade. Sua Lavra Lírica é um presente que nos oferece agora para viver radicalmente a sinceridade.

Braulio Maria Schloegel - Lavra Lírica


Não hesito em considerar Eulália M. Radtke como a voz mais forte, mais convictamente participante e de linguagem mais vibrante e consistente da mulher-poeta de Santa Catarina. É preciso ler, reler e tresler na íntegra os poemas de O Sermão das Sete Palavras. Sua riqueza é profunda, densa, humana. Isso é poesia autêntica.

Lauro Junkes - Crítico literário (UFSC), 1986


Nesta retrospectiva antológica, Eulália M. Radtke fala como se sempre buscasse algo necessário, numa maneira incomum de demonstrar o seu voo, mesmo quando diz “sossegar o barco/ meu irmão/ não é vestir o tempo/ de silêncio claro/ nem guardar a dor/ dentro das velas”, pois “onde ainda há um canto forte/ por entre os desvãos das coisas”.

Luiz Edson Fachin - Ministro do STF - Poeta e editor da Geração 1970

Aguerrido, fomos muito unidos na poesia e ideologias


Quero saber a vida

e seus frágeis motivos.

Quero sabê-la incógnita

ou inventada,

ante o coração sólido e rude

do irmão sombrio.


Tenho um relógio

nesta sala interior.

Entre a mobília, um sol

arregalado

e, nos olhos,

uma sede do tamanho do mar.


Serviço:


Os Ventos do Sul

Eulália M. Radtke

Scortecci Editora

Poesia

ISBN 978-85-366-7367-7

Formato 16 x 23 cm 

112 páginas

1ª edição - 2026

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O HOMEM E SUAS SOMBRAS / Elias de Souza

Elias de Souza revela, com profundidade e delicadeza, que a maior miséria humana não é material, mas existencial: é a distância entre o que somos e o que poderíamos ser. Neste livro, cada capítulo é uma chave, uma fresta, um espelho. E é também um chamado a um retorno: o retorno ao interior, onde a verdade aguarda; o retorno ao outro, onde a alteridade nos humaniza; o retorno ao Criador, onde o sentido se refaz.


O homem e suas sombras: ensaios sobre o encontro é um convite à coragem de existir. Um livro para quem deseja atravessar suas próprias noites e reencontrar a manhã. Para quem compreende que a libertação não acontece no fim da estrada, mas no instante em que alguém se permite ser tocado pelo encontro.


Há livros que explicam o mundo. Há livros que organizam ideias. E há livros, raros, que colocam o leitor diante de si mesmo. Este é um deles. Em O homem e suas sombras: ensaios sobre o encontro, Elias de Souza percorre, com a sensibilidade de um pensador amazônico puruense e a profundidade de um filósofo do humano, as muitas formas de empobrecimento interior que atravessam a vida moderna. Pobreza da coragem, do sentido, da verdade, da vontade, da fé, da esperança... Pobrezas que não aparecem nos indicadores sociais, mas marcam silenciosamente a alma. Este livro nasce da escuta: escuta dos estudantes, dos ribeirinhos, dos caminhantes da Amazônia e, sobretudo, da própria interioridade. Nele, as sombras humanas não são tratadas como fraquezas vergonhosas, mas como espaços onde a luz pode renascer. A cada capítulo, o leitor encontra não apenas análise, mas percurso de vida; não apenas diagnóstico, mas caminho. Mais do que uma obra filosófica, este é um convite ao autoconhecimento, ao encontro, ao diálogo e à libertação. convite a deixar de adiar a própria vida. Convite a reencontrar a verdade que habita no interior de cada existência. Leitura para espíritos cansados, para buscadores de profundidade, para educadores, pensadores, pessoas que se sentem chamadas a viver mais plenamente, e para todos aqueles que, mesmo em meio às sombras, ainda acreditam que a luz é possível.


Há pobrezas que ferem o corpo.

E há pobrezas que ferem o sentido.

Este livro fala das segundas.


Somos pobres quando desistimos de pensar.

Pobres quando acreditamos ser menos do que somos.

Pobres quando transformamos a dor em identidade.

Pobres quando deixamos de esperançar, de crer, de desejar, de agir.

Pobres quando perdemos o encontro: conosco, com o outro, com Deus.


Elias Bezerra de Souza nasceu em Pauini, Amazonas. Licenciado em Pedagogia e mestre em Ensino de Ciências e Humanidades, é professor do Instituto Federal do Amazonas, campus Lábrea. Autor de onze livros independentes, transita entre o ensaio, a poesia, a filosofia e a escrita científica. Sua produção investiga o humano como problema e possibilidade, entre sombras e encontros, atravessada por inquietações éticas, educativas e existenciais.


Serviço:


O Homem e Suas Sombras

Ensaio Sobre o Encontro

Elias de Souza

Scortecci Editora

Filosofia

ISBN 978-85-366-7322-6

Formato 14 x 21 cm 

60 páginas

1ª edição - 2026

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MEMÓRIAS DE UM ASNO / Élio Gonçalves de Menezes

Em Memórias de um asno, Élio Gonçalves de Menezes apresenta uma narrativa ficcional intensa e provocadora, que mergulha nas profundezas da experiência humana por meio das confissões de um personagem marcado por perdas, frustrações e desencontros. A obra acompanha a trajetória de um homem que, desde a infância difícil até a maturidade, percorre um caminho repleto de privações, relações afetivas conturbadas e constantes tentativas de dar sentido à própria existência. Em tom confessional, o protagonista revisita suas escolhas, erros e omissões, atribuindo a si mesmo o duro rótulo de “asno” — símbolo de sua autocrítica e de sua percepção de inadequação diante da vida. Ao longo do relato, a narrativa entrelaça memórias, reflexões e episódios marcantes, construindo um retrato sensível e, ao mesmo tempo, contundente sobre solidão, arrependimento e busca por reconhecimento. Em paralelo, surgem críticas sociais e observações sobre as desigualdades e contradições do mundo contemporâneo. Mais do que contar uma história, o livro convida o leitor a um exercício de reflexão sobre as fragilidades humanas, mostrando que, por trás dos julgamentos e das falhas, existe um desejo profundo de pertencimento, afeto e compreensão. Uma ficção impactante, que ecoa verdades universais e nos leva a questionar: até que ponto somos também responsáveis pelas próprias “asneiras” da vida?


Élio Gonçalves de Menezes é advogado militante há mais de quarenta anos, nascido na caatinga baiana, às margens do Velho Chico. Maçom, desde a adolescência é adepto da filantropia. “Este singelo compêndio é parte da experiência de uma vida, cujas reminiscências aqui contidas são frutos de recordações computadas nos meus alfarrábios, fotografias antigas e descoradas a relembrar-me de personagens e conhecidos contemporâneos da época, mesmo aqueles que não mais estão entre nós, esses uns dos fatos que nos despertam saudades.” (O Autor)


Serviço:


Memórias de um Asno

Élio Gonçalves de Menezes

Scortecci Editora

Ficção

ISBN 978-85-366-7382-0

Formato 14 x 21 cm 

52 páginas

1ª edição - 2026

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A NOVA FRONTEIRA DO MERCOSUL / André Ursini

 

Muitos anos se passaram desde a formação do Mercosul e da União Europeia. Hoje, ambos consolidados, representam modelos distintos de integração econômica e política, cujas diferenças ajudam a compreender tanto o potencial quanto as tensões que cercam o acordo proposto entre os dois blocos. Esta obra analisa, de forma pioneira e esclarecedora, cada etapa e as principais implicações de um momento verdadeiramente histórico. Mais do que destacar oportunidades comerciais, o livro evidencia o desafio estratégico que esse acordo impõe aos países envolvidos, especialmente ao Brasil. Trata-se de uma leitura essencial para quem deseja compreender o caminho que o país precisa percorrer para amadurecer como economia moderna e como sociedade capaz de redefinir seu papel e seu posicionamento em um mundo cada vez mais dinâmico, competitivo e interdependente.


Ao examinar a arquitetura do acordo Mercosul–União Europeia, este livro oferece reflexão madura sobre oportunidades, riscos e escolhas estruturais. E, implicitamente, reforça uma verdade incontornável: o sucesso desse acordo dependerá da capacidade dos países do Mercosul de transformar potencial em eficiência, e eficiência começa pela infraestrutura que sustenta o comércio. Por isso, esta obra não apenas analisa um tratado, ela contribui para compreender um momento histórico de redefinição econômica. Ao fazê-lo, reforça a centralidade dos portos, em especial o de Santos, como pilares dessa nova etapa de inserção internacional, crescimento e desenvolvimento sustentável. Que este livro sirva não apenas como registro analítico de um acordo, mas como inspiração para que as oportunidades aqui descritas se convertam em progresso concreto para nossas economias e nossas sociedades.

Anderson Pomini - Presidente da Autoridade Portuária de Santos


André Ursini é empresário, comunicador e estrategista com mais de quatro décadas de atuação dedicadas ao desenvolvimento de projetos empresariais e à articulação de iniciativas voltadas ao crescimento econômico e à integração entre setores produtivos. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como um profissional capaz de identificar oportunidades, estruturar negócios e liderar iniciativas que conectam logística, indústria, infraestrutura e desenvolvimento regional. Como CEO da Wordcom Brasil, lidera projetos de comunicação estratégica e eventos corporativos, com destaque para a idealização do Encontro Nacional Indústria Porto, criado em 2022 para promover o diálogo entre os principais portos brasileiros e o setor industrial, estimulando debates sobre inovação, competitividade e investimentos. Paralelamente, atua em projetos nas áreas de logística, integração produtiva e empreendimentos imobiliários, além de participar de sociedades empresariais de relevância estratégica. Sua atuação também se destaca pela interlocução junto a líderes públicos e autoridades, promovendo o diálogo entre o setor produtivo e o poder público em favor do desenvolvimento econômico. Este livro nasce dessa experiência prática e é um convite à reflexão sobre liderança, visão estratégica e a capacidade de transformar desafios em oportunidades, reafirmando que o desenvolvimento é resultado de iniciativa, coragem e compromisso com o futuro.


Serviço:


A Nova Fronteira do MERCOSUL

Mercosul, União Européia e os Novos Caminhos da Economia, do Poder e do Desenvolvimento

André Ursini

Scortecci Editora

Economia

ISBN 978-85-366-7379-0

Formato 14 x 21 cm 

124 páginas

1ª edição - 2026

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ALÉM DO UMBIGO / J. Cordeirovich

 

A poesia desse Além do Umbigo é uma jornada para dentro de nós mesmos. “Mas é difícil ficar de boa com tantas guerras, racismo e outras dores do mundo, não é, Zé?” A sua poesia passa por tantas influências com pitadas de jazz; ela faz o dia ser especial ao ponto de não desistirmos das bossas; ela não nos deixa esquecer o dia de hoje. Voamos e dançamos com a sua foto. “Zé, você ainda tem dúvidas que o sol vai sair hoje?” Nesse tópico, além do jazz e outros ritmos, o blues da sua poesia não é triste assim como pintam: você pensa em contradições! As amizades, por aqui, voam... “Quanta fé na vida suas palavras ensinam, Zé!” Nessa hora, Deus está vendo tudo e até Nanã é testemunha desse seu umbigo que tudo viu nascer. Continuando a leitura, cheia de significâncias, até fechar o diário de intimidades, a gente dá de cara com um poeta olhando para o seu umbigo: a poesia nos faz reconhecer que somos filhos de um único ventre. “Dizem que você fala muito, Zé?” Na verdade, é a sua poesia que fala como um canto de boiadeiro. Ela é tão íntima que dá para fazer um diário com beijos, mar, gatos, sol a pino, música, ilha, paz sem despedida e tesão pela vida. “Uma última pergunta, Zé: você acredita em poesia?” Por assim dizer, sem desatinar, basta ler para responder. 

Alessandro Ayudarte


Quanto ao conteúdo, eu, como leitor, entendi que grande parte das poesias tratam de uma certa monotonia no cotidiano. A busca de um refúgio a essa constância é a música. A música contida, e muitas vezes observada, na natureza em volta. Um livro leve, com belos poemas como aquele que você dedica à sua irmã. Mexi na poesia que abre o livro (atrevimento meu) e, é claro, desfaça minhas alterações a seu bel-prazer. Quanto ao amigo que fez a crítica e te levou a escrever Além do Umbigo, não se importe com isso. Primeiro porque não há nada de errado em transformar a própria vida em poesia. Cada um de nós trazemos uma história e um entendimento muito particular sobre tudo. A vida deixa uma marca indelével e diferente em cada ser. Afinal, quantas pessoas lerem seu livro, tantas serão as opiniões, né não?

Joaquim Hilário Rodrigues


Com publicações desde 2014, quando lançou pela Scortecci seu primeiro livro, Baú de Qualquer Coisa, o poeta e compositor J. Cordeirovich tem publicações em algumas coletâneas: Sopa de Letrinhas (2017), Scortecci (2022), Litera Livre (na web). Também é autor e compositor das músicas do álbum Românticos no Caos, em parceira com o músico Vladinsky, da Banda Presencial Total, audível na web. Sua caminhada com a palavra não vem de agora. Desde sua formação em Letras pela Uninove, e Psicopedagogia pela UGF, o poeta dirige há algumas décadas grupos não profissionais de teatro, tornando a pedagogia do fazer em cena aprendizado para a vida. A esse respeito publicou o livro Pulsares, Cênicos e Poéticos, que tem quatro textos com ênfase na comédia e nas narrativas do Memórias do Agora Mesmo. Nos livros de sua autoria: Pulsares, Baú de Qualquer Coisa, O Arranjador de Palavras e O Discurso Ante a Fogueira, pode-se visitar o universo reflexivo, nostálgico, brincalhão e observador do entorno de quem “canta” e escreve, em versos tortos, o que nega ser poesia. Agora, neste Além do Umbigo, você, desavisado(a) leitor(a), já sabe o que lhe espera. Boa leitura.


Serviço:


Além do Umbigo

J. Cordeirovich

Scortecci Editora

Poesia

ISBN 978-85-366-7378-3

Formato 14 x 21 cm 

160 páginas

1ª edição - 2026

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PENSAMENTOS E EMOÇÕES EM MOSAICO / RegiLuzVieira

Neste conjunto de contos a autora nos encaminha para uma seara repleta de figuras muito simples, porém, contempladas na sua singularidade. A personagem Luana, em protagonismo cativante ao longo deste livro, é quem nos remete (leitores e leitoras) a cenas bem definidas, enxutas, levando-nos de maneira fluida, “no ritmo do pensamento”, a acontecimentos marcantes no seu cotidiano. Seja através da janela do apartamento onde mora, seja caminhando a pé ou de carro pelas ruas e avenidas... dentro e fora da cidade, os diálogos (consigo ou com outras pessoas) anunciam histórias que significam muito, na medida em que se transformam em narrativas de empatia, de encontros, considerando ainda a vontade de resistir viva na multidão que passa, ou melhor, que atravessa as lentes de um olhar atento.
Magali Oliveira Fernandes


RegiLuzVieira é jornalista responsável e revisora do boletim digital mensal da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES SP) na qual é membro colaboradora ativa em seus eventos e outras publicações. Também se aventura no mundo digital com publicações periódicas no blog luzesesombrasrmlv. blogspot.com, sem esquecer as redes sociais: Instagram, Facebook e Linkedin. Com sede de aprender e partilhar o que aprende, optou, a partir de 2018, pelo caminho literário estreando na coletânea O Silêncio das Palavras, pela Scortecci Editora. Participou de lives e eventos nas áreas literária e jornalística. A autora nasceu no Estado do Rio de Janeiro, mas é apaixonada pela cidade de São Paulo. Segundo ela, “lugar onde sempre existe algo novo para ser visto e vivenciado”. Como jornalista trabalhou em jornais diários nas cidades de São Gonçalo, Petrópolis, Cabo Frio, Rio de Janeiro (todas no estado do Rio) e na capital paulista. Além disso, lecionou em instituições públicas e privadas na área de Comunicação (Redação Jornalística, Pesquisa e Extensão, Teorias da Comunicação). Publicou artigos em revistas acadêmicas nas áreas de Comunicação e Teologia. Escreveu diversos textos jornalísticos e literários, tendo contos e crônicas publicados em diferentes antologias na Scortecci e em outras editoras.


Serviço:


Pensamentos e Emoções em Mosaico

RegiLuzVieira

Scortecci Editora

Contos

ISBN 978-85-366-7363-9

Formato 12 x 18 cm 

80 páginas

1ª edição - 2026

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LA LEYENDA DE PEPE BIZCO Y LA PRINCESA / Rodrigo Mendes Gandra

La leyenda de Pepe Bizco y la princesa es una aventura divertida con un piojo y una princesa. Trata de mostrar la importancia de conocer un poco más sobre la infestación causada por el parásito. Tener piojos no es motivo de vergüenza. Nadie debe reírse o burlarse de quien lo está tratando. Con cariño y cuidadito, él se va rapidito. El control de la pediculosis depende de la colaboración entre familias, escuelas y profesionales de la salud.

Rodrigo Mendes Gandra, profesional con más de veinte años de experiencia en evaluación económica y gestión de proyectos industriales, es doctor en Ciencias, Políticas Públicas, Estrategias y Desarrollo por IE-UFRJ, máster en Economía por la UFF y bachillerato en Economía por la UFRJ. Este es su primer libro infantil, presentado en la escuela de su hijo, Levi, de 5 años, en 2025.


Serviço:


La Leyenda de Pepe Bizco y la Princesa

Rodrigo Mendes Gandra

Scortecci Editora

Literatura Infantojuvenil

ISBN 978-85-366-7366-0

Formato 15 x 22 cm 

20 páginas

1ª edição - 2026

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O VESTIDO DE NOIVA DO PREFEITO / Pedro Barroso

 Nas margens lamacentas de um rio que um dia carregou sal e poder, uma cidade se curva sob o peso da política, do latifúndio e da fé. Ali, onde o vestido de noiva do prefeito esconde mais do que rendas e ilusões, Pedro Barroso tece uma narrativa de reza e revolta, de procissão e traição. Entre guaiamuns que mordem dedos e sinos barrocos que anunciam missas e desgraças, os destinos de uma comunidade se enredam num desfecho inimaginável — não porque seja absurdo, mas porque é justo. Prepare-se: você vai rir, vai prender a respiração e, ao fim, talvez queira cantar um hino. Não por dever. Por ter sobrevivido a essa travessia.


Iraí é a expressão viva da beleza mestiça do Vale do Cotinguiba. Jovem, intensa e magnética, carrega no corpo e nos gestos uma sensualidade natural que atrai olhares e desperta desejos. Criada entre tradições, crenças e silêncios, aprendeu cedo a se mover entre a força e a cautela. Por trás dessa presença marcante, existe uma mulher envolvida em uma trama política sombria. Coagida pelo prefeito Odilon, Iraí aceita participar de um plano perigoso para proteger quem ama, mesmo sabendo que cada passo a aproxima de limites difíceis de atravessar. Entre sedução, silêncio e escolhas que deixam marcas, Iraí descobre que nem todo jogo de poder termina sem consequências e que certas verdades pedem coragem para vir à tona.


Pedro Barroso é escritor, dramaturgo, teatrólogo, poeta e ator. Nasceu em Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (SE) em 26 de abril de 1954. É casado, pai de quatro filhos. Venceu um concurso de oratória em 1972 e, a partir de então, vem dedicando-se à literatura e à arte de falar em público. Graduou-se em Direção Teatral pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1979 e tem pós-graduação lato sensu em Gestão Pública, Desenvolvimento do Terceiro Setor e Psicopedagogia Escolar. Dirigiu e montou vários espetáculos. Atuou em outros tantos. Foi assistente de direção do Professor de Teatro da Universidade da Califórnia, em San Diego, o PhD Floyd Gaffney, na peça Dia de ausência. Foi idealizador e é membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER). É instrutor e palestrante de várias instituições públicas e privadas. Atualmente é Diretor-Presidente do Centro de Oratória do Brasil. Disponibiliza diversos cursos on-line na área.


Serviço:


O Vestido de Noiva do Prefeito

Pedro Barroso

Scortecci Editora

Romance

ISBN 978-85-366-7371-4

Formato 14 x 21 cm

244 páginas

1ª edição - 2026

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CRIADOR DE VERSOS: PARTE I E II / JC Bridon

Criador de versos é uma obra carregada de sonhos, de encantamento e de descobertas. Mas é também um convite a refletir sobre o que somos e o que podemos ser através dos sentimentos mais profundos, das emoções que nos movem e da poesia que nos eleva.

 JC Bridon, com maestria, é o artífice que nos mostra como criar e recriar sonhos, com a nobreza do “Construtor de sonhos” e a luminosidade do “Maestro dos sonhos”. Ao mergulharmos neste livro, somos chamados a nos perder nas beldades do amor e do querer, a vivenciar as paixões e a esperança, e a compreender que, no fim das contas, todos somos “viajantes intrépidos” em busca do eterno, do sublime e do eterno pulsar da vida.

Irene Coimbra - Escritora, poeta e editora da revista literária Ponto & Vírgula, de Ribeirão Preto (SP)

Júlio Cesar Bridon dos Santos adotou o nome artístico de JC Bridon, é poeta e escritor, natural de Gaspar (SC). Escreveu mais de setenta obras, publicou dezoito livros, em português, espanhol, inglês, italiano e francês. É Embaixador da Paz da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture; membro efetivo da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro (cadeira 14); membro da Academia de Letras do Brasil, seccional Araraquara (cadeira 22); membro da Alpas 21 — Academia Internacional de Artes, Letras e Ciências (cadeira 14); colunista do jornal Metas, de sua cidade; colunista da revista Ponto & Vírgula, de Ribeirão Preto (SP); membro da SEG — Sociedade Escritores de Gaspar (SC), e da Literarte — Associação Internacional de Escritores e Artistas. 


“Podem me impedir 

de escrever, 

mas de pensar, 

jamais.”


Serviço:


Criador de Versos

Parte I e II

JC Bridon

Scortecci Editora

Poesia

ISBN 978-85-366-7338-7

Formato 14 x 21 cm

276 páginas

1ª edição - 2026

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TREM DE GENTE / Fabiano Campachi

Trem de Gente – Crônicas de Quase Ontem é um convite para uma viagem sensível pelas memórias e afetos que moldam quem somos. Em crônicas marcadas por lirismo e delicadeza, Fabiano Campachi transforma cenas simples do cotidiano — infâncias no interior, quintais, escolas, famílias e encontros — em narrativas cheias de significado. Com um olhar atento e profundamente humano, o autor dá voz a personagens comuns que revelam, em suas histórias, a beleza das pequenas coisas. Entre risos, silêncios e saudades, cada texto conduz o leitor por emoções que permanecem mesmo após a última página. Mais do que um conjunto de lembranças, Trem de Gente é um livro sobre pertencimento, memória e a força das experiências que nos acompanham ao longo da vida. Uma leitura para ser apreciada sem pressa Este não é um livro de pressa. É um livro para ler devagar, como quem observa o trem se afastar ao longe, até virar quase brinquedo — e desaparecer.

Um dia, sem que eu percebesse, o trem de passageiros parou de passar. A estação ferroviária virou abrigo de mendigos, e os únicos trens que ainda cruzavam a Vila Real eram os de carga. Trem de carga não tem graça como trem de gente. Acho que trem de carga nem é trem. É só um trem qualquer mesmo — de carga. Esses dias, entrei em uma loja de brinquedos e me peguei namorando um Ferrorama. Mas já não tinha a mesma graça, o mesmo encanto. O trem que eu gostava mesmo, aquele lotado de pessoas e de histórias, um dia ficou pequeno pela última vez — e sumiu.

Em Trem de Gente — Crônicas de Quase Ontem, Fabiano Campachi convida o leitor a embarcar numa viagem feita de memórias, afetos e pequenas cenas do cotidiano que, à primeira vista, parecem simples — mas carregam a densidade da vida vivida com atenção e sensibilidade. As crônicas aqui reunidas percorrem infâncias do interior, quintais, ruas sem saída, estações de trem, escolas, vizinhos, famílias, perdas e descobertas. São histórias de gente comum — andarilhos, professores, mães, avós, crianças — que ganham grandeza justamente por serem contadas com humanidade, humor delicado e um olhar profundamente poético. Com uma escrita que mistura lirismo e oralidade, Fabiano transforma lembranças pessoais em experiências universais. Cada texto é um vagão desse trem: alguns arrancam risos, outros silenciam o leitor, muitos despertam saudade. Todos passam deixando marcas. Este não é um livro de pressa. É um livro para ler devagar, como quem observa o trem se afastar ao longe, até virar quase brinquedo — e desaparecer. Mas, quando some, algo permanece: o calor dos trilhos, a memória viva e a certeza de que a literatura ainda é um lugar de encontro. Trem de Gente é, acima de tudo, um livro sobre pertencimento. Sobre quem fomos. Sobre quem ainda somos quando paramos para lembrar.

Renato Costenaro - Professor de Língua Portuguesa e Literatura formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis, Pedagogo e Mestre em Educação pela Universidade Estadual Paulista.


Fabiano Campachi nasceu em Penápolis (SP) em 1º de agosto de 1983. Cresceu em Birigui (SP). Formou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis em 2004. Em 2014 lançou seu primeiro livro, Autorretrato e Outros Eus. Em 2022 publicou O Quintal da Casa 8, livro de poemas inspirado na infância do autor no interior do estado. Em 2024 publicou o infantil de poemas Quem tem medo de passarinho? Pela Scortecci Editora participou da antologia Frações de Tudo, em 2022. É membro fundador da Academia Penapolense de Letras.


Serviço:


Trem de Gente

Crônicas de Quase Ontem

Fabiano Campachi

Scortecci Editora

Crônicas

ISBN 978-85-366-7312-7

Formato 14 x 21 cm

76 páginas

1ª edição - 2026

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NOS RINCÕES DAS GERAIS / Luiz Roberto Judice

A obra Nos Rincões das Gerais é uma coletânea composta por trinta contos que mergulham profundamente na tradição literária do regionalismo mineiro. Luiz Roberto Judice adota uma linguagem que equilibra o rigor gramatical com a reprodução fiel da fala sertaneja. Os textos são marcados por uma atenção minuciosa às paisagens do interior de Minas Gerais, transformando o cenário em um personagem ativo. Diferentemente do regionalismo de autores como Guimarães Rosa, que revolucionou a linguagem, o estilo de Nos Rincões das Gerais filia-se ao realismo/naturalismo regionalista. O objetivo não é apenas contar uma história, mas documentar uma alma e um modo de vida que resistem ao tempo no coração de Minas Gerais. Em suma, o livro é uma leitura essencial para quem aprecia a literatura que “cheira a terra”, oferecendo um retrato nostálgico e rigoroso dos sertões mineiros através de uma estrutura narrativa curta e impactante.


Luiz Roberto Judice é natural de Poços de Caldas (MG). Aos 15 anos escreveu seus primeiros versos e desde então tem se dedicado à literatura, principalmente à poesia. Em março de 1968 mudou-se para São Paulo, onde, oito meses depois, aos 22 anos, publicou seu primeiro livro de versos: Flores Murchas, acolhido pela crítica literária da época como o “prenúncio de um grande poeta por vir”. De 1969 a 1978 participou de vários festivais de Música Popular Brasileira, como autor musical, colecionando uma enorme bagagem de primeiros lugares e outras excelentes colocações. Luiz Roberto Judice chegou a gravar vários discos com o cantor Durval Souto. Pertence a várias agremiações literárias no Brasil, Portugal e diversos países de língua espanhola, tendo participado de dezessete antologias no Brasil, Portugal, Panamá, México, Paraguai e Cuba. Recebeu vários prêmios de literatura, entre eles: Prêmio Literário Asabeça e Bignardi (Brasil) — 2019; 2º Prêmio Literário Afeigraf (Brasil) — 2020; Prêmio INCE de Literatura (Portugal) — 2021; Prêmio Nacional da Cultura, Diversidade e Palavra, do Instituto Cultural Colombiano (Colômbia) — 2023. Foi por muito tempo colaborador dos jornais Gazeta do Ipiranga (São Paulo) e Jornal da Cidade (Poços de Caldas), escrevendo crônicas e poesias. É formado em Administração de Empresas pela Universidade São Marcos e em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Obras publicadas:

Flores Murchas (Poemas) — 1968

Lira de Quatro Cordas (Trovas) — 1994

Pérolas de Fogo (Sonetos) — 1995

Ramalhete de Sonetos (Sonetos) — 1996

Sinhazinha, a Dama do Charco (Romance) — 2002

A Morte Silenciosa — A Gripe Espanhola em Poços de Caldas (1918) (História) — 2006

No Tempo das Salga-Bundas (Romance) — 2009

Uma Estrela Fulgurante (A Saga da Estrela Caldense em prol do Progresso de Poços de Caldas), em parceria com Hélio Antônio Scalvi (História) — 2010

Cururus & Juritis (Contos regionalistas) — 2013

Ânfora Etrusca (Poemas) — 2014

A Morte em Jequitibá (Romance) — 2015

Lira Camoniana (Sonetos) — 2017

As Ruas de Poços de Caldas (Evocações da Cidade Antiga) (História) — 2022

O Mulato Rosemiro (Romance) — 2024

Barcarolas (Poemas) — 2025

Caminhantes e Veredas (Contos) — 2025


Serviço:


Nos Rincões das Gerais

Contos

Luiz Roberto Judice

Scortecci Editora

Contos

ISBN 978-85-366-7375-2

Formato 14 x 21 cm

268 páginas

1ª edição - 2026

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