A estrada nunca acaba, mesmo quando pensamos esteja no fim. Aí que surpreende... Não quer saber se estamos em ossos, se já jazemos... continua inquirindo apressadamente. Aprendemos que o percurso é o principal, que o fim é o detalhe fatal. O beijo, de todo jeito, e o abraço, com todas as formas de afagos, responderão pelo que fizemos ou ficamos por fazer. Vou deixando meus pertences pelo caminho até ficar novamente nu, quando nasci. Aí saberão de mim na inteireza, de como finquei os pés no chão e disse: Vivo!!!
João Paulo Naves Fernandes nasceu em José Bonifácio (SP) em 1949, filho de Sólon Fernandes, juiz de direito, e Sebastiana S. Naves, professora primária. Aos 5 anos, ele e a família fixaram residência na cidade de São Paulo. A poesia o acompanha desde o colegial, conhecido como Poeta, identidade que o acompanha na profissão de sociólogo. Participou ativamente da resistência democrática e da campanha pelas Diretas Já. Pertenceu ao grupo Poeco Só Poesia, tendo como patrono o parnasiano Raul de Leoni. Casado com Margarida Naves, tem dois filhos e dois netos.
DO AUTOR:
Chão do Mundo - (1981), Banidos e Profanos - (1982), Dito Pelo Não Dito - 1ª edição (1988), Gota Serena – Poemas Para um Tempo de Paz - (2010), Amor de Espera - (2023), Pomar de Letras - (2024),
Dito Pelo Não Dito - 2ª edição (2024)
Serviço:
Pó das Estradas
João Paulo Naves Fernandes
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-7133-8
Formato 14 x 21 cm
80 páginas
1ª edição - 2025
